Postagens

Backend como Serviço (BaaS)

No universo do desenvolvimento de software, a busca por soluções que acelerem a criação de aplicações sem comprometer a qualidade é constante. Um dos modelos que ganhou destaque nesse cenário é o Backend como Serviço (BaaS – Backend as a Service), uma abordagem que permite aos desenvolvedores concentrarem seus esforços na experiência do usuário, enquanto terceirizam a complexidade da infraestrutura de backend. Imagine construir uma casa: em vez de preocupar-se com a fundação, encanamento e fiação elétrica, você pode dedicar-se exclusivamente ao design dos ambientes, à decoração e aos detalhes que tornam o espaço acolhedor. O BaaS funciona de maneira similar no desenvolvimento de aplicações. Ele oferece uma base pronta, com serviços essenciais como armazenamento de dados, autenticação de usuários e gerenciamento de arquivos, permitindo que os desenvolvedores foquem no frontend — a parte visível e interativa do sistema. Essa agilidade é especialmente valiosa no desenvolvimento de aplicaç...

Banco de Dados como Serviço

Com o crescimento da computação em nuvem, foram criados vários modelos de serviços especializados. Tanto que se fala até em XaaS (Everything as a Service), que poderia ser entendido como “qualquer coisa como serviço” ou “tudo como serviço” (DUAN et al., 2015, [s.p.]). Como não seria possível descrever tantos modelos especializados, vamos discutir alguns dos mais importantes no mercado atualmente. Vamos começar com o modelo denominado Banco de Dados como Serviço (DBaaS – Database as a Service) (SOUSA et al., 2010). Este é um caso de especialização do modelo PaaS, no qual o cliente pode criar um banco de dados sem ter que instalar e configurar o SGBD. A infraestrutura computacional necessária e o gerenciamento do SGBD são responsabilidades do provedor. O gerenciamento de dados na nuvem envolve grandes desafios, por exemplo, em termos de segurança dos dados, escalabilidade e qualidade de serviço (SOUSA et al., 2010).  Nesse contexto, um problema comum é quando uma aplicação em um prov...

Abstração e flexibilidade da computação em nuvem

Um dos benefícios importantes da computação em nuvem é a abstração da complexidade e flexibilidade na alocação de recursos computacionais. A abstração é caracterizada pela transparência em relação aos detalhes de implantação e manutenção dos equipamentos.  Mesmo no modelo IaaS, que representa o menor nível de abstração, esse benefício é aparente, pois o cliente gerencia recursos virtuais e, assim, ganha agilidade na instanciação e liberação de recursos. Além disso, o cliente não precisa se preocupar com falhas nos equipamentos, pois a reposição ou manutenção é responsabilidade do provedor.  Porém, o modelo IaaS oferece o maior controle, o que pode ser importante para clientes que precisam de configurações específicas dos recursos computacionais. Clientes que desenvolvem aplicações usando tecnologias populares podem facilmente encontrar serviços PaaS já configurados, o que significa agilidade no desenvolvimento do software.  A plataforma é gerenciada pelo provedor, o qual ...

Clientes típicos para cada tipo de modelo

Outro aspecto importante é a caracterização dos clientes típicos de cada modelo, o que nos permite especificar “papéis” na nuvem (SOUZA, 2009). Em geral, serviços no modelo IaaS são utilizados por clientes que precisam manter uma robusta infraestrutura de TI em ambiente de nuvem.  Esse é o caso de organizações que lidam com grandes volumes de dados ou que precisam de recursos computacionais de alto desempenho e preferem realizar isso junto a um provedor em nuvem, devido aos benefícios de redução de custos e flexibilidade administrativa.  Existe, também, o cenário no qual um provedor PaaS oferece seus serviços usando infraestrutura no modelo IaaS alocada de outro provedor. Como o pagamento é pelo uso, sem custos iniciais fixos, é comum que mesmo empresas de pequeno porte e até desenvolvedores independentes usem serviços IaaS, por exemplo, uma máquina virtual para hospedar uma aplicação ainda em desenvolvimento com a confiabilidade e flexibilidade do ambiente de nuvem. Por ...

Aplicações do modelo SaaS

Imagem
O modelo com maior nível de abstração é o SaaS, que consiste em sistemas de software com propósitos específicos, que estão disponíveis para usuários finais por meio de acesso remoto (Internet) (SOUSA; MOREIRA; MACHADO, 2009). Em geral, o provedor oferece o software na forma de uma aplicação Web. Exemplos típicos desse modelo são aplicações office, como o Google Docs e o Microsoft Office 365, e aplicações de gestão coorporativa, como o CRM (Customer Relationship Management) da Salesforce, que foi uma das soluções pioneiras em software como serviço levando a empresa a ser uma das líderes em soluções corporativas no mundo. No modelo SaaS, o cliente não tem controle sobre a infraestrutura ou a plataforma. Em geral, ele configura apenas as suas preferências e customiza a aplicação. A evolução das aplicações é transparente para os clientes, que não precisam se preocupar com instalar atualizações (pois o acesso é remoto), nem com espaço de armazenamento dos seus dados. A capacidade computacio...

Benefícios dos Modelos PaaS

Imagem
No modelo PaaS, o cliente se beneficia do provisionamento dinâmico de um ambiente completo para desenvolvimento, teste e implantação de aplicações em nuvem (SOUSA; MOREIRA; MACHADO, 2009). O provisionamento dinâmico significa que o provedor aloca os recursos computacionais necessários de forma automática. Nesse caso, o cliente não precisa se preocupar com criação e gerenciamento de máquinas virtuais.  O ambiente provisionado já é uma plataforma completa para a implementação de aplicações, com sistema operacional, servidores de aplicação, sistemas de gerenciamento de banco de dados (SGBD), compiladores, entre outros. Além disso, a plataforma pode oferecer também ferramentas de colaboração e gerenciamento de projetos. Os grandes provedores no mercado oferecem plataformas customizadas para as principais tecnologias usadas no desenvolvimento de aplicações, como Java, NodeJS e Python. A customização da plataforma significa que o provedor é o responsável pela alocação da infraestrutura s...

A diversidade de serviços e aplicações em nuvem

Você já observou a diversidade de serviços e aplicações em nuvem que estão disponíveis para acesso via Internet? Os provedores de computação em nuvem são as empresas responsáveis por manter a infraestrutura necessária para processar e armazenar dados.  Os provedores oferecem vários tipos de serviço, que, em geral, são organizados em modelos de acordo com o nível de controle oferecido aos clientes em relação à gestão e configuração dos recursos. Por exemplo, um provedor pode provisionar servidores nos quais um cliente pode instalar um banco de dados ou um servidor web. Outros provedores oferecem aplicações para usuários finais. A taxonomia mais amplamente aceita, como apresentada em (MELL, 2011), define três modelos de serviço: Infraestrutura como Serviço (IaaS – Infrastructure as a Service)  Plataforma como Serviço (PaaS – Platform as a Service).  Software como Serviço (SaaS – Software as a Service)  No modelo IaaS, os clientes podem alocar dinamicamente recursos com...

Definições de Computação em Nuvem

Imagem
 A evolução das tecnologias de rede permitiu a criação de aplicações inovadoras que representam soluções disruptivas. Um exemplo claro são os novos negócios na área de transporte coletivo. Muitas pessoas que moram em regiões metropolitanas têm optado por abandonar o carro próprio em favor do uso de transporte coletivo, principalmente, por meio de aplicativos de transporte. Os usuários desses aplicativos podem se beneficiar com a redução de custos e com a maior conveniência e flexibilidade para se deslocar pela cidade. Um aspecto importante nesta mudança de modelo de negócio é que o usuário deixa de comprar um produto (o carro próprio) para usar um serviço (cobrado pelo deslocamento contratado). Você já parou para analisar que isso é uma mudança de setor da economia: do setor de bens de consumo para o setor de serviços. E no mercado de tecnologia da informação, os clientes consomem produtos ou serviços? Tradicionalmente, recursos computacionais eram ofertados como produtos. Uma empr...

Características e Desafios com os serviços IAAS

É muito importante visualizar uma infra-estrutura de tecnologia da informação (TI) como um conjunto, o hardware, a rede, o software básico, os links e tantos outros componentes e conceitos que compõem um parque tecnológico. Ou seja, infraestrutura como um serviço, representa um ambiente completo e gerenciado. O modelo de entrega IaaS consiste de vários conceitos e componentes que foram desenvolvidos e amadurecidos ao longo dos últimos anos, entretanto utilizar estes componentes juntos em um ambiente terceirizado e compartilhado revela vários desafios. Dentre eles, destacam-se a segurança e a privacidade, como os mais significativos. [Dawoud, 2010] descreveu uma série de componentes e conceitos fundamentais ao contexto de uma IaaS, sendo estes e outros apresentados a seguir.   Máquinas Virtuais Representam uma unidade básica da computação no sistema, podem ser persistentes ou não.  Com máquinas virtuais (MV) não persistentes, tudo o que foi alterado durante sua execução é perd...

Infraestrutura como Serviço (IaaS)

A Infraestrutura como Serviço (IaaS) é um modelo de computação em nuvem que oferece recursos de TI virtualizados sob demanda, permitindo que empresas utilizem hardware, redes, armazenamento e sistemas operacionais como serviços gerenciados por terceiros. Essa abordagem elimina a necessidade de investimentos em infraestrutura física, proporcionando escalabilidade e flexibilidade. Componentes e Conceitos Fundamentais O modelo IaaS é composto por diversos elementos que, quando integrados, formam um ambiente completo de TI. Entre os principais componentes e conceitos destacam-se: Hardware Virtualizado Servidores, armazenamento e recursos de processamento são disponibilizados de forma virtual, permitindo alocação dinâmica conforme a demanda. Redes e Conectividade Inclui redes virtuais, balanceadores de carga, firewalls e links de comunicação, essenciais para garantir a disponibilidade e desempenho dos serviços. Software Básico Sistemas operacionais, middleware e ferramentas de virtualização...

Banco de Dados na Nuvem - Google Planilha

Imagem
  Objetivo Nesta atividade prática, você aprenderá a criar e manipular um banco de dados simples usando o Google Planilhas. Vamos trabalhar com um exemplo de controle de estoque de uma loja. Passo 1: Criar uma Nova Planilha Acesse Google Planilhas . Clique em "Em branco" para criar uma nova planilha. Passo 2: Definir as Colunas do Banco de Dados Na primeira linha da planilha, insira os nomes das colunas, que serão os atributos do banco de dados. No caso do controle de estoque de uma loja, podemos definir: ID (Número identificador) Produto Categoria Estoque Preço Unitário Fornecedor Data de Entrada Qtd Vendida Total da Venda Em Estoque Passo 3: Inserir Dados Crie uma planilha com as colunas iguais as que estão na planilha abaixo, cadastre no mínimo 10 produtos, com os dados solicitados. Exemplo: Passo 4: Aplicar Filtros para Organização Selecione a linha dos cabeçalhos. Clique em "Dados" > "Criar filtro" . Utilize os filtros para visualizar apenas prod...

CENÁRIOS NA NUVEM

Imagem
 A seguir são descritos alguns dos possíveis casos de interação no ambiente da nuvem, ilustrando as possibilidades mais comuns, porém sem representar uma lista exaustiva. Usuário final – Nuvem Neste cenário, o usuário acessa dados ou aplicações na nuvem. Aplicações comuns deste tipo incluem serviços de email e sites de redes sociais, como Gmail, Facebook, Linkedin que acessam seus dados, que são armazenados e gerenciados na nuvem, através de uma aplicação sendo executada a partir de um browser. A figura 2.9 ilustra este cenário. Não existe nenhuma preocupação, com exceção do nome do usuário e a senha de acesso, sendo que o usuário não tem idéia de como a arquitetura funciona, se ele puder usar a internet ele poderá acessar seus dados.   Organização – Nuvem – Usuário final Observa-se que neste cenário que uma empresa utiliza a nuvem para prover dados e serviços para os usuários. Este cenário pode ser observado na figura 2.10.  Quando o usuário interage com a instituição, a...